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quarta-feira, 2 de julho de 2014

A DESERÇÃO DO JUSTICEIRO

     A paz, a harmonia, o respeito, a civilidade e a tolerância voltam a coabitar as dependência do STF, em especial no plenário com a renúncia ao cargo de ministro do Sr. Joaquim Barbosa. Isso não quer dizer que os duelos deixarão de  existir entre eles; sempre houve. Apenas voltarão a ocorrer com suas excelências manejando  habilmente seu riquíssimo estoque de floretes verbais e não com chutes violentos e desleais nas canelas que se atreviam a discordar de um troglodita medieval.

      Não duvido dos seus conhecimentos, certamente tem. Porém esse é apenas um dos requisitos e não o único. São necessários também reputação ilibada, educação e condições para viver em sociedade. Essas decididamente esse cidadão não possui.
       Com  referência à reputação ilibada, para que não sejamos considerados radicais, digamos que um B.O. em delegacia policial com acusação de agressão física à ex-mulher, já é um arranhão, como também utilizar de métodos que ferem a legislação do seu país para usufruir vantagens na compra de um apartamento no exterior e colocar como sede dessa empresa seu domicílio funcional, contrariando normas, também não pode ser considerado um procedimento lícito. Também, em férias, realizar palestras no exterior com passagens, hospedagem e direito a diárias como se estivesse a serviço, não pode ser considerado ético tal comportamento.
     No quesito de comportamento social, suas constantes demonstrações de desapreço ao próximo, inclusive e principalmente aos seus pares do Supremo foram tantas desde que ali se empossou. Em um dos primeiros debates em plenário agrediu verbalmente o decano Eros Grau que calou o brucutu com a seguinte frase: "Não me digas que vai bater num velho caquético da mesma maneira como bate em mulher".
      Essa foi a primeira das inúmeras agressões verbais ao longo de sua passagem contra colegas, advogados, subalternos e todos aqueles que contrariavam suas opiniões. Certamente por faltar-lhe argumentos, não se constrangia em reagir agredindo. Será?  Pode ter sido... ou não. Talvez esse comportamento seja a maneira por ele escolhida para esconder um pretérito que lhe incomoda.    
      Enquanto em outros, esse passado é motivo de honra talvez para ele seja motivo de angústia e o  melhor seja apaga-lo. Na impossibilidade tenta reescrever o dos sonhos para ser reconhecido  pelos pósteros como o de paladino do direito, símbolo único de aplicação de justiça, mesmo que para tal precise interpretar as leis de acordo com a sua ótica e não como realmente ela é.
      Ora, sentindo que a sua "verdade" não se sustentaria, nada melhor e mais heroico que uma saída do palco com os holofotes todos acesos iluminando a sua grande coreografia. A coreografia da ilusão que a proporção que os holofotes forem se apagando, a fantasia e a ilusão apagar-se-ão e a realidade despertará.
      Quando isso acontecer, o arrependimento (se isso ocorrer), esse remédio amargo, lhe mostrará que o passado lindo que teve não precisava ser reescrito para atender o seu orgulho e vaidade.

      Era uma obra de arte que não precisava de retoques pois foi escrito com tintas reais e indeléveis.

     Uma pena.






terça-feira, 1 de abril de 2014

1º DE ABRIL. JUBILEU DE OURO DE 31 DE MARÇO.


     O militarismo, governo da espada pela espada, arruína as instituições militares. O militarismo está para o Exército como o fanatismo para a religião, como o charlatanismo para a ciência, como o industrialismo para a indústria, como o mercantilismo para o comércio, como o cesarismo para a realeza, como o demagogismo para a democracia, como o absolutismo para a ordem, como o egoísmo para o eu.” (*)
      Hoje, 1º de abril de 2014 o 31 de março completa 50 anos. Não poderia haver uma data mais apropriada para a comemoração de uma mentira que durante 21 anos enganou, matou, torturou, censurou, roubou e ocultou muitos dos cadáveres que produziu nos seus porões.
      Os militares de 1964 foram os mesmos que em 1945 derrubaram Getúlio após retornarem dos campos de batalha da Itália. Inspirados pelo regime de liberdade que voltava a reinar na Europa após a derrota do nazi-fascismo e certamente influenciados pelos americanos derrubaram Getúlio Vargas.
      Eleições diretas foi eleito o general Eurico Gaspar Dutra ex-ministro de Vargas.  Finda  a lua de mel da democracia dos quatro anos do governo de Dutra e inconformados com a derrota do seu candidato, brigadeiro Eduardo Gomes, justamente para o homem que depuseram cinco anos  antes, não entenderam que não existe democracia sem  eleições e respeito pelo resultado das urnas. Imediatamente começaram a tramar a retomada do poder e entre 1950 e 1964 diversas tentativas foram feitas.
      Primeiro tentaram impedir a posse de Getúlio Vargas em 1950, em 1954 em decorrência do atentado ao incendiário Carlos Lacerda que resultou na morte do major Vaz, estiveram bem próximo, porém frustrados pelo suicídio de Getúlio. Mas uma vez derrotados nas eleições de 1955 quando JK derrotou o general Juarez Távora, tentaram o golpe em 11 de novembro, desbaratado pelo ministro da Guerra general Lott.
      Na renúncia de Janio Quadros em 1961 os militares estimulados pelas viandeiras de quartel mais uma vez insuflados por Carlos Lacerda tentaram impedir a posse de João Goulart.
      Enfim em abril de 1964 com o apoio incondicional dos americanos. alcançaram o seu intento e durante 21 anos mergulharam o Brasil em longa noite de terror.
     Cassação de mandatos, suspensão de direitos políticos, congresso manietado, judiciário subjugado, prisões arbitrárias, torturas e assassinatos nos porões de uma ditadura que a ninguém respeitava (como toda ditadura). E tudo isso acobertado pela férrea censura que impedia que os órgãos de divulgação noticiassem qualquer episódio que desagradasse os detentores do poder.
     Roubaram sim. O direito de ir e vir, de expressão e até o direito de reconhecimento de nacionalidade dos filhos de exilados.
     Furtaram dos brasileiros o direito à educação quando praticamente acabaram com o ensino público.
     E cometeram o maior dos roubos: a vida. De milhares de pessoas que não concordavam com o regime, muitas delas de maneira cruel. Pior: em alguns casos fizeram desaparecer os corpos das vítimas impedindo que seus familiares velassem seus mortos.
     E aos que acham que não havia corrupção, ou são cegos, ou gostam de se enganar ou foram usufrutuários do regime. Muitas fortunas nasceram, cresceram e prosperaram na ditadura, principalmente entre os políticos que lhes rendiam loas e diziam amém. Não vou citar nomes em respeito aos que já morreram e também não cometer a injustiça de esquecer alguns que ainda estão vivos
     Escândalos que saudosistas teimam em negar houve muitos: Coroa-Brastel, Capemi, Projeto Jari, Luftalla, Banco Econômico, Transamazônica, Paulipetro e outros menos votados.
     E a loucura da Transamazônica onde foram enterrados milhões de dólares? Dólares sim, porque era no exterior que o governo ia buscar os recursos para suas obras megalomaníacas que em 1985, ao final do arbítrio legou para os brasileiros uma dívida externa de 100 bilhões de dólares.
     Ainda no capítulo escândalos, alguém sabe quanto custou a Ponte  Rio-Niterói?
     No capítulo inflação, também fracassaram. Em 1963 a “redentora’ que viria salvar o país, moralizar os costumes e consertar a economia era de 78% ao ano. Em 1983, vinte anos depois, fechou o ano em 283% sob o comando da verdadeira ministra da Fazenda Ana Maria Jul, uma das chefonas do FMI.
     Enfim, em 15 de março de 1985, envergonhado, o golpe de 1º de abril saiu de cena pela porta dos fundos do Palácio do Planalto quando o último general de plantão recusou-se a transmitir o cargo ao Vice-Presidente José Sarney, que assumia em lugar do presidente eleito Tancredo Neves que por motivo de doença não podia assumir.
     Nem nessa atitude ela inovou. João Batista Figueiredo, aquele que preferia o cheiro de cavalo ao cheiro de povo repetiu o mesmo comportamento mal educado e grosseiro do seu colega Floriano Peixoto que também não transmitiu o cargo a Prudente de Moraes.
(*) A frase que inicia este artigo não é de nenhum comunista, terrorista, petista, subversivo ou terrorista. Ela tem mais de cem anos e foi dita por Rui Barbosa sobre caos que o regime militar mergulhou o Brasil nos primeiros anos da derrubada da monarquia. Esse caos somente começou a ser dissipado após a posse do sucessor de Floriano Peixoto, o paulista Prudente de Moraes, um civil.

terça-feira, 11 de março de 2014

A MÁSCARA DESPENCA.


     A explosiva mistura de conhecimento, competência, complexo, frustração, prepotência, ambição desmedida, ilusão e vaidade são ingredientes que fatalmente levam o ser humano ao fracasso.
    Se qualquer uma delas isoladamente já é suficiente para causar ao portador alguns problemas, imagina quando alguém possui todas ao mesmo tempo. È um fardo por demais pesado que provoca uma conturbação mental desagregante e um tormento para a alma.

     Mesmo admitindo minha intolerância,  vejo na personalidade  do Sr. Joaquim Barbosa esse perfil que aos poucos está sendo descoberto pelos mais variados segmentos da sociedade,  ocasionando uma certa inquietação nos seus simpatizantes por sentirem que se aproxima o dia em que a máscara despencará definitivamente. É uma realidade que mais dia menos dia  impor-se-á a todos e, principalmente, de maneira altamente frustrante, àqueles que no açodamento das paixões e ofuscados pelos paetês e lantejoulas, pelo lusco-fusco dos vagalumes e iluminação vadia dos cabarés da vida, se deixam  levar pela ilusão fácil do devaneio a cata de “heróis”.

     À mistura explosiva foram sendo incorporadas as conquistas meritórias da caminhada que, infelizmente em vez de apascentar a alma tornando-a humilde, em efeito diametralmente oposto, fez com que ele passasse a se julgar o todo poderoso, o único importante, o senhor de todas as coisas e causas, um verdadeiro DEUS.

     Por não saber ou, se julgando acima de  tudo e de todos, certamente esqueceu que as leis que regem a alma seguem parâmetros e princípios diferentes das leis dos homens. Enquanto estas estão subordinadas aos usos e costumes, às conveniências de ocasião, aquelas sendo imutáveis por serem divinas, não se sujeitam as vontades ocasionais. Tendo como objetivo principal encaminhar  o indivíduo a trilhar o caminho correto, na longa caminhada entre sua criação simples e ignorante ao término de sua jornada evolutiva quando se transforma por completo em luz, ela não interfere no seu livre arbítrio, permitindo-lhe os desvios de rota pelos quais inexoravelmente responderá. Esses desvios quando muito acentuados  causam inúmeras consequências; das mais desagradáveis, a complicações em série, gravíssimas. Tudo isso em decorrência da liberação descontrolada dos mesquinhos sentimentos represados que em explosão causam os mesmos efeitos que num laboratório um recipiente de vidro ao quebrar espalha descontroladamente vírus que por sua periculosidade não poderiam jamais fugir ao controle rígido dos responsáveis por sua guarda.

     A diferença é que no laboratório seus efeitos devastadores se propagam imediatamente. Nesses casos não. Inicialmente as ilusões ofuscadas pelo brilho dos refletores geram euforia. Vindo à tona  a revelação do comportamento inadequado, a incerteza começa a tomar conta, gerando a tradicional revolta e posição de vítima, de incompreendido, de todos contra. Começam aí as frustações  por não alcançar os objetivos sobejamente desejados e meticulosamente arquitetado. O pior vem a seguir porque mesmo fazendo vítimas, espalhando dúvidas e incertezas, ao final será a única vítima de si mesmo.
     Conduzindo o processo motivado pelos sentimentos menores que lhe iludiram a mente e ofuscado pelo falso brilho de um ego descomunal, ao ocorrer  a tomada de consciência (se ocorrer) certamente amargará o opróbrio e irá conviver com as frustações recolhidas tendo como únicas e exclusivas companhia o anonimato e esquecimento.

domingo, 7 de outubro de 2012

PORQUE VOTEI


     Pela lei, dispensado: mais de setenta. Pelas condições  físicas triplamente dispensado: fratura do pé esquerdo, perna com tala até quase o joelho e relacionamento difícil com o par de muletas.
     Os filhos não concordaram com a minha decisão por entenderem – com razão, que eu poderia piorar a situação. Porém Virgílio, mesmo discordando me levou com muito cuidado e carinho.
     E por que fui? Por ser um velho rabugento? teimoso? cabeça dura e até um tanto irresponsável? Nada disso. Simplesmente por respeito à democracia, onde o voto é o grande avalista do estado democrático de direito.
     Mas as ditaduras também realizam eleições. Sim, sem dúvida. Nesse caso a leitura deve ser vista por outro prisma: 1º) num regime de total hipocrisia, os ditadores que adoram a liberdade, tanto que têm a sua e a do povo que subjugam, fingem realizar "eleições livres" para satisfazer seu ego, e valorizar seu cinismo. 2º) a cada "eleição" que realizam, ficam na ansiosa expectativa de que os eleitores diminuam sua participação até o dia em que possam aboli-las, com a  justificativa de que o povo, satisfeito  com o regime dispensa tal "penduricalho".
     Não se melhora a representação política sem eleições, sem o livre direito de opinar, não importa qual sua preferência partidária.
    Eleição é também e principalmente para o eleitores um excelente aprendizado porque somente votando com regular periodicidade  aprendem melhor escolher aqueles que irão representa-los nas assembleias ou no executivo nos quatro anos seguintes.
     Aos poucos, conscientizando-se da sua responsabilidade no processo vão eliminando os defeitos de votar por amizade, troca de favores, dinheiro ou promessa de um emprego público.
     Para encerrar um fato ocorrido comigo no elevador da escola após ter votado. Um cidadão, provavelmente querendo ou me elogiar ou indagar se valeu a pena o sacrificio disse-me; "Pronto, seu prestígio terminou." Respondi-lhe: Engano seu. Meu prestígio continua, pois eles vão sempre precisar do meu voto para se elegerem.

 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

ELEIÇÕES


 

    Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos.” (Churchill)
   Às vésperas de mais uma eleição onde elegeremos quase 50.000 vereadores e mais de 5.000 prefeitos é bom sempre lembrar a frase de uma das mais importantes personalidades do século XX e certamente o grande responsável pela derrota de Hitler na segunda guerra mundial. A sua coragem, sua oratória brilhante, a confiança que transmitia aos ingleses, sua franqueza, renovavam diariamente o ânimo dos ingleses que a cada golpe que recebiam, a cada bombardeio que sofriam, mesmo com muita dor e sofrimento encontravam no grande estadista o antídoto que espantava o medo, revigorava a coragem e renovava a esperança que parecia evaporar.
     Nós que mui justamente criticamos nossos políticos teremos no dia 7 mais uma oportunidade de ir melhorando(aperfeiçoamento  é outra etapa)a nossa representação política. E somente melhoraremos exercendo o direito cívico de votar no candidato que julguemos em condições de nos representar com respeito e dignidade.
     Votar nulo ou em branco é fugir da responsabilidade que em prazos regulares o regime democrático nos permite fazer.
    
     Não custa lembrar que votar nulo ou em branco é contribuir para que os piores sejam eleitos.
   
     Os poucos segundos que antecedem o exercício do voto na cabine, sozinhos com a nossa consciência e grau de responsabilidade, são suficientes para que nos livremos da propaganda eleitoral, do desejo de retribuir ao candidato o favor recebido ou o emprego prometido. É um momento em que precisamos pensar exclusivamente na nossa cidade, no nosso estado no nosso país.
    
     Precisamos ter a consciência que não podemos nos dar o direito de premiar com um mandato eletivo, amigos, parentes, conhecidos ou vizinhos, ou ainda eleger alguém que é bonitinho simpático e que reconhecidamente não possuem  capacidade para tal ou que, pelo seu comportamento e atitudes demonstram que utilizarão o cargo para suas mais mesquinhas ambições.
   
     Vamos votar com responsabilidade, tendo em mente que durante os próximos quatro anos seremos corresponsáveis por quem elegeremos e certamente os primeiros a sofrer as consequências de uma escolha errada.
   
     Abandonemos o hábito de achar que o regime democrático é o grande responsável pelos desvios, abusos e mau uso dos recursos públicos. Não. O que ocorre é que imaginamos que a nossa única obrigação democrática é simplesmente votar. Ledo e Ivo engano. Votar é apenas um deles. Temos a obrigação de fiscalizar, permanecer continuamente atentos aos desvios ou supostos desvios de conduta, compromissos e abusos. E, o mais imp,ortante, não repetir o erro votando no mesmo candidato que não cumpriu seus compromissos.
    
     Façamos com competência e honestidade a nossa parte. Essa atitude dará à  democracia os mecanismos para aos poucos ir eliminando o desvio de conduta dos maus políticos e, lógico, aprimorando a democracia.
   
     Depende exclusivamente de nós.